A transposição desta diretiva, que impõe que os edifícios novos e existentes se tornem mais eficientes energeticamente, terá como desafio maior, ser capaz de responder a esta mudança de forma ecologicamente correta.

Energy Performance of Buildings Directive, acrónimo de EPBD. A diretiva europeia que Portugal acabou de transpor e que significa que setor dos edifícios tem que até julho, se adaptar às novas exigências. Exigências essas que determinam que todos os edifícios deverão ser balanço zero ou quase zero de energia. Que é como quem diz que deverão ser energeticamente eficientes, ou ainda eficientes no que se refere ao consumo de energia. É importante salientar que esta urgência de descarbonização não é um capricho de Bruxelas, mas sim uma imposição do nosso planeta, se é que o queremos manter habitável.

Segundo a ONU, mais de 7.000 eventos climáticos extremos foram registados desde 2000. Em 2017 os incêndios florestais assolaram o nosso país. A COVID-19 e a “pobreza energética em que vivemos” num país onde ainda se morre de frio, os efeitos da crise climática manifestam-se de formas terríveis, dessas formas cada vez mais terríveis, é prerrogativa o setor dos edifícios – atualmente responsável por, pode ler-se na diretiva, 36% das emissões totais de gases de efeito de estufa e por 40% dos consumos energéticos da União Europeia – tornar-se menos poluente.

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Aline Guerreiro | Arquiteta CEO Portal da Construção Sustentável

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