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| Iniciativas |
| LNEC - Seminário Ambiente Sustentável em Edifícios Habitacionais |
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Projectar e construir um edifício consiste em criar um sistema profundamente interligado com o ambiente, tanto de um ponto de vista exterior (envolvente) como interior (conforto dos respectivos ocupantes),
sistema este que está sujeito a um conjunto de interacções que são afectadas por modificações sazonais e diárias no clima e por condições
diversificadas de conforto exigidas pelos seus ocupantes.
No presente Seminário o LNEC propõe-se efectuar a apresentação de estratégias, critérios e soluções em edifícios, que possam contribuir para a sustentabilidade na construção e na vivência humana, entendida na sua forma global, ou seja, integrando um balanço equlibrado entre os recursos,
o desenvolvimento e as exigências sociais.
Programa / temas
Dia 9
9h00 Recepção e distribuição de documentação
9h20 – 9h30 Abertura
9h30 – 11h00 T1: Isolamento térmico e eficiência energética
11h00 – 11h30 Café
11h30 – 13h00 T2: Iluminação natural e artificial
13h00 – 14h30 Intervalo para almoço
14h30 – 16h00 T3: Isolamento acústico e ambiente sonoro
16h00 – 16h30 Café
16h30 – 18h00 T4: Vibrações ambientes
Dia 10
9h30 – 11h00 T5: Ventilação
11h00 – 11h30 Café
11h30 – 13h00 T6: Qualidade do ar interior
13h00 – 14h30 Intervalo para almoço
14h30 – 16h00 T7: Planeamento e organização de espaços
16h00 – 16h30 Café
16h30 – 18h00 T8: Ecologia sócio-habitacional
18h00 – 18h10 Fecho
Saiba mais... |
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| TED talks on sustainable design |
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Rob Hopkins: transition to a world without oil
Rob Hopkins reminds us that the oil our world depends on is steadily running out. He proposes a unique solution to this problem -- the Transition response, where we prepare ourselves for life without oil and sacrifice our luxuries to build systems and communities that are completely independent of fossil fuels.
Rob Hopkins is the founder of the Transition movement, a radically hopeful and community-driven approach to creating societies independent of fossil fuel.
ver video |
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| Visita a fabrica da Amorim Isolamentos |
| Dia 30 de Março de 2010
Por Inês Cabral e Aline Delgado |
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As instalações de Vendas Novas localizadas no Alentejo, em Lavre, encontram-se no meio do montado de onde é extraída a matéria-prima para fabricar o aglomerado expandido de cortiça . À chegada podemos observar as chaminés a libertar vapor de água e as cegonhas a fazer ninho muito perto do seu topo, o que indica não haver impacte naquele habitat. |
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As instalações são constituidas por um conjunto de pavilhões onde se pode compreender a transformação da cortiça proveniente dos galhos do sobreiro em aglomerado expandido de cortiça .
Em primeiro lugar a cortiça proveniente do descortiçamento fica em repouso a secar, de forma a minimizar o consumo de energia no processo de cozedura.
De seguida a cortiça é triturada e separada da madeira residual e pedras. Este processo é feito na fase nocturna em regime bi-horário de forma a diminuir o custo da produção. É de salientar que 100% da matéria-prima é aproveitada!!!
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O passo seguinte é utilizar os resíduos desta operação, 90% constituída por biomassa, como combustível para aquecer a caldeira até temperaturas superiores a 1000ºC.
Em seguida o calor é transformado em vapor de água a temperaturas que variam entre os 350ºC e os 370ºC.
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É este vapor de água que serve para aquecer os grânulos de cortiça que podem variar de tamanho de forma a obter blocos de diferentes densidades e consequentemente com diferentes resistências à compressão (120-160-200 KPa).
O material entra numa cofragem de ferro e é envolvido por vapor de água durante 20 minutos.
Durante este processo a cortiça expande-se em quase 20% e liberta-se a resina que vai aglomerar os grânulos.
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Em seguida o bloco é retirado e arrefecido por meio de banho de água com injectores. O bloco tem nesta fase perto de 1mx0.5mx0.3m. Depois de totalmente arrefecido é levado para a linha de serragem. Aí é cortado segundo as dimensões da encomenda, sendo a espessura a que mais varia, entre 1cm e 30cm. O desperdício é transformado em regranulado que é usado como isolamento noutras aplicações.
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As placas são frequentemente testadas em laboratório na sua resistência mecânica, resistência ao fogo e à água. Só então podem ser embaladas com as devidas certificações obtidas em todo o mundo nomeadamente Itália, França e Japão.
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Noutro pavilhão ao lado dá-se a transformação de fibra de côco em placas de côco e em Corkoco. Este último material consiste na combinação de placas de côco com placas de aglomerado de cortiça expandida para aumentar a resistência acústica do painel às diversas frequências. O côco provém da Índia, Indonésia, Republica Dominicana, mas maioritariamente do Sri Lanka.
O material é desfibrado e só as fibras mais longas são cardadas. O cozimento das fibras em várias direcções permite aumentar as qualidades deste produto.
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A reciclagem: A Amorim Isolamentos recolheu placas de aglomerado com mais de 50 anos de câmaras frigoríficas localizadas no actual Museu do Oriente, Frigomate entre outros exemplos. Depois de retirada a camada de cola ressequida, o aglomerado apresentou as mesmas características de um produto actual.
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Nas instalações da fábrica da Amorim Isolamentos S.A., podemos ainda observar uma cabana toda feita de aglomerado expandido que, desde 2003, está exposta à intempérie. No espaço interior vemos dispostos uma série de produtos e mobiliário à base de aglomerado expandido de cortiça e ainda amostras de aplicação do sistema capoto – aglomerado expandido de cortiça aplicado pelo exterior de fachada.
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| Dia 30 de Março de 2010
Por Inês Cabral e Aline Delgado |
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| O PCS e Facebook |
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| Torne-se PARCEIRO |
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do PORTAL DA CONSTRUÇÂO SUSTENTÁVEL. Ajude-nos a divulgar boas práticas para a construção de edifícios. Contacte-nos!
Quermos divulgar e informar sobre empresas que fornecem materiais, equipamentos, serviços, entre outros, que contribuam para um ambiente saudável e ecológico.
Porque sabemos que não basta a informação teórica, mas também é indispensável, informar sobre quem faz, disponibilizamos este espaço para isso mesmo e assim o tornar o mais completo possível.
Convidamos todas as empresas que através dos seus produtos e/ou procedimentos, contribuam para um desenvolvimento mais sustentável do sector da construção, a fazerem parte deste site.
Se a sua empresa integra este grupo, contacte-nos, para aqui podermos disponibilizar a informação necessária para divulgar o vosso trabalho!
Até breve!
Consulte a nossa bolsa de parceiros.
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| GReen Project Awards roadshow |
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GREEN PROJECT AWARDS ROADSHOW , Matosinhos, junto à biblioteca Municipal Florbela Espanca, dia 3 a 8 de Junho de 2010, 12h-22h
O projecto é uma iniciativa do Grupo GCI e conta com o apoio dos ministérios do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, da Economia e Inovação e da Quercus e a colaboração da EcoChoice.
Segundo os promotores deste projecto, o contributo local para a sustentabilidade global é cada vez mais reconhecido como relevante, sendo essa a motivação para a realização deste roadShow.
Com o apoio de empresas e instituições, tanto de dimensão nacional como de âmbito local, mostram-se os contributos para uma sociedade mais sustentável, numa exposição que irá percorrer alguns dos concelhos que melhor desempenho têm evidenciado neste compromisso com o futuro.
O Green Project Awards Roadshow pretende contribuir para sensibilizar, alertar e consciencializar a sociedade civil sobre a importância do equilíbrio ambiental, económico e social, pretendendo ser "um agente de mudança de atitudes e comportamentos".
Saber mais... |
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| Seminário "Sustentabilidade na Construção" em Faro |
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A Plataforma organiza em parceria com o seu associado Universidade do Algarve em 10 de Julho de 2009 em Faro (Algarve) um seminário sobre "A Sustentabilidade da Construção".
O seminário terá lugar no Auditório da CCRR-Algarve, contando com o patrocínio desta entidade e da empresa Geberit.
Para mais informa›es clique aqui |
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| Reabilitação de edifícios como medida sustentável |
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Por Aline Delgado
De entre os vários sectores de actividade da nossa sociedade, o sector da construção, não apenas na sua fase de operacionalização (utilização do edifício), mas considerando também a sua fase de obra (construção propriamente dita) tem sérias responsabilidades no que respeita ao impacte ambiental negativo que lhe está adjacente. De entre os vários impactes, salientam-se: a produção de resíduos, o consumo de energia, emissões de CO2 e consumo de recursos naturais. Segundo a Agenda 21 para a Construção Sustentável, só durante a fase de construção são consumidos cerca de 50% dos recursos naturais, produzidos mais de 50% dos resíduos, consumida mais de 40% de energia (nos países industrializados, sendo em Portugal cerca de 20% da energia total do país) e produzidas cerca de 30% das emissões de CO2.
Em termos ambientais, a actividade da construção representa portanto, uma das principais contribuições para que a pegada ecológica [1] de cada português seja de 3,7 a 5,8 ha, para uma população mundial de 2,3, o que significa que se todas as nações do planeta fossem como Portugal, seriam necessários 2,5 planetas [2].
O quadro seguinte sumaria os riscos para a saúde e os efeitos sobre o ambiente da construção de edifícios.
A agenda 21 sobre a construção sustentável redigida pelo CIB (Internacional Council for Research and Innovation in Building and Construction), pretende ser um elo de ligação entre as agendas gerais existentes e as agendas nacionais ou regionais para o ambiente construído e o sector da construção, já existentes ou ainda em desenvolvimento.
Toda esta temática tem por base a noção de sustentabilidade, definida como o resultado da “aplicação dos princípios do desenvolvimento sustentável ao ciclo global da construção, desde a extracção e beneficiação das matérias primas, passando pelo planeamento, projecto e construção de edifícios e infra-estruturas, até à sua desconstrução final e gestão dos resíduos dela resultantes.
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| 25 Dicas para uma casa mais sustentável |
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Por Aline Delgado
Localização:
1. A localização de um edifício é muito importante no que respeita às necessidades térmicas do espaço interior. Estas necessidades estão contempladas no Regulamento de Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE), onde se apresentam estratégias que contribuem significativamente para a melhoria do desempenho térmico dos edifícios. Procure aconselhamento especializado para verificar se a casa que vai habitar cumpre este Regulamento tanto para a situação de Verão como para a situação de Inverno.
2. Prefira um local arejado com pouco trânsito automóvel, o que se traduz em menos poluição e, bem servido de transportes públicos, para que os possa usar em alternativa. Se lhe for possível habitar próximo do seu local de trabalho, desloque-se a pé. Far-lhe-á bem à saúde e contribuirá para um ambiente mais saudável.
Orientação Solar:
3. O Sol é a nossa maior fonte de energia. Tire disso o melhor proveito escolhendo uma casa maioritariamente orientada a Sul de molde a minimizar consideravelmente as necessidades de aquecimento durante a estação de Inverno. A radiação solar incide nas janelas de vidro e aquece de forma natural o espaço interior.
4. Durante a estação de Verão, há que impedir o sol de incidir nas janelas voltadas a Sul, verifique se as janelas possuem uma protecção pelo lado exterior: uma pala, persiana ou até vegetação (de folha caduca no Inverno).
5. Se a casa que vai habitar tiver janelas orientadas a nascente (Este) ou poente (Oeste) necessita obrigatoriamente de persianas exteriores, pois é nestas orientações que o sol incide mais horizontalmente. É imperativo, durante a situação de Verão, correr estas persianas, protegendo o vidro, pela manhã a Nascente e ao final da tarde a Poente.
6. O lado Norte da casa deve ser reservado a W.C.s, arrumos, ou outras divisões que necessitem de poucas aberturas (ou mesmo nenhuma) para o exterior. É nesta orientação que se originam grandes perdas térmicas através do vidro durante a estação fria. Se for impossível a escolha de uma casa sem divisões orientadas a Norte, então tenha sempre presente esta questão.
7. As fachadas envidraçadas originam grandes ganhos térmicos na estação quente e perdas térmicas muito consideráveis durante a estação fria, o que implica sistemas de climatização adicionais para corrigir este efeito. A área de envidraçado de uma divisão não deve ultrapassar 15% da área de pavimento dessa divisão.
Iluminação e Equipamentos:
8. Devemos também tirar partido do sol no que respeita a iluminação. Prefira divisões iluminadas naturalmente para minimizar a necessidade de iluminação artificial. Existem no mercado equipamentos de transporte de luz natural para divisões não iluminadas. Este “transformador de luz natural”canaliza a luz do exterior para o interior.
9. Sempre que necessária a iluminação artificial, opte por lâmpadas de baixo consumo e por iluminação localizada (só apenas onde é de facto necessária). Esta iluminação deverá ser provida de dispositivos para regulação do ambiente luminoso.
10. Se a casa que vai habitar ainda não possui equipamentos electrodomésticos, prefira, sempre que possível, os de Classe A, mais eficientes no que respeita ao consumo de energia e ao contrário do que se pensa não são necessariamente mais caros.
Construção:
11. A localização e orientação solar, bem como a construção do edifício, é determinante para se ter uma casa confortável, do ponto de vista térmico. Verifique na Ficha Técnica da Habitação (FTH) como são as paredes exteriores do edifício. Deverá optar por soluções de parede dupla com isolamento ou parede simples com isolamento pelo exterior da parede.
12. O isolamento térmico adequado é determinante para evitar perdas de calor no Inverno ou ganhos de calor no Verão, mantendo assim uma temperatura constante no interior de sua casa. Prefira um material de isolamento com um baixo índice de condutibilidade térmica (U-value), mas com baixo teor de energia incorporada (energia consumida desde a extracção da matéria prima até ao produto final).
13. Verifique as caixilharias e o vidro. Aquelas com corte térmico (são fabricadas de forma a promover uma redução da transmissão térmica entre 40% a 60%) e vidro duplo são as mais indicadas do ponto de vista de conservação de energia. No entanto, deverá optar por caixilharias com grelhas de ventilação, para facilitar a renovação do ar.
14. Dê especial importância aos materiais utilizados, preferindo os de baixo impacte ambiental, não só na sua produção, mas também ao longo da sua vida útil. Informe-se sobre o poder de reutilização ou reciclagem dos materiais utilizados na sua casa.
15. É importante escolher materiais homologados e/ou com marcação CE e, nos casos mais importantes, solicitar os certificados de conformidade de acordo com as especificações aplicáveis, emitidos por entidades idóneas e acreditadas, seguindo as instruções dos fabricantes para a aplicação dos mesmos.
16. Verifique se a cobertura do edifício (terraço ou telhado), está adequadamente isolada (poderá fazê-lo através da FTH). Prefira um isolamento imputrescível e resistente à água, preferencialmente colocado sobre a laje e sobre a camada de impermeabilização.
17. Se o pavimento de sua casa estiver em contacto com o solo, opte por isolantes térmicos imputrescíveis e resistentes à água, ou pavimentos com caixa-de-ar e devidamente impermeabilizados para evitar perdas térmicas ou outras patologias associadas através do solo (estas soluções construtivas devem vir explicadas na FTH)
18. A renovação do ar interior é muito importante para que se mantenham as condições de salubridade interior nos edifícios. Uma casa insuficientemente ventilada poderá gerar humidade através dos vapores que se formam, afectando o conforto ou mesmo a saúde dos habitantes. Verifique se as caixilharias possuem dispositivos que permitem a ventilação.
19. As cores utilizadas nas fachadas e coberturas também influenciam o conforto térmico. Seja selectivo na escolha da cor de sua casa, considerando que, as cores claras não absorvem tanto o calor como as cores mais escuras (enquanto uma fachada branca pode absorver só 25% do calor do sol, a mesma fachada, pintada com cor preta, pode absorver o calor do sol em 90%).
Energias Renováveis:
20. Se a casa que pensa habitar está provida de equipamentos que funcionam à base de energia renovável, tanto melhor! Se vai construir é altura de os aplicar. De entre os vários existentes no mercado destacam-se:
Colectores solares térmicos
Estes equipamentos captam a energia do Sol e transformam-na em calor, permitindo poupar até 70% da energia necessária para o aquecimento de água. O RCCTE diz que todos os edifícios novos com condições de exposição solar adequada serão obrigados a ter, sempre que seja tecnicamente viável.
Painéis solares fotovoltaicos
Estes painéis constituem uma das mais promissoras formas de aproveitamento de energia solar. Por meio do efeito fotovoltaico, a energia contida na luz do Sol é convertida em energia eléctrica. Estes sistemas podem ser utilizados em locais isolados, sem rede eléctrica, ou como sistemas ligados à rede.
Bombas de calor geotérmicas
São sistemas que aproveitam o calor do interior da Terra para o aquecimento do ambiente. Actuam como máquinas de transferência de calor. No Inverno, absorvem o calor da Terra e levam-no para sua casa. No Verão, funcionam como ar condicionado, retirando o calor de sua casa para arrefece-lo, no solo.
Mini-turbinas eólicas
A energia do vento acciona estes sistemas para fornecer electricidade a uma micro-escala. Embora as micro-turbinas eólicas mais comuns sejam colocadas no terreno, existem umas de pequena dimensão que podem ser colocadas no topo das habitações. Podem significar uma redução do consumo de electricidade de 50% a 90%.
Sistemas de aquecimento a biomassa
A biomassa pressupõe o aproveitamento da matéria orgânica (resíduos provenientes da limpeza das florestas, da agricultura e dos combustíveis resultantes da sua transformação). Em casa, este tipo de matéria pode ser utilizada, por exemplo, em sistemas de aquecimento, representando importantes vantagens económicas e ambientais.
Água:
21.Existem no mercado torneiras de regulação do fluxo de água, que permitem reduzir o caudal estimulando a poupança deste recurso. Se a casa que vai habitar não possui estas torneiras, existem peças acessórias redutoras de caudal.
22.Verifique se os autoclismos são providos de dispositivos de dupla descarga que induzem poupança de água. (Poderá ainda colocar quando possível, uma ou duas garrafas de água com areia no interior, dentro do depósito do seu autoclismo. Isso significa poupar até 3 litros de água por descarga).
23.Se vai construir a sua casa e tem terreno disponível, tem a possibilidade de a equipar com mini estações de tratamento de água ou mini cisternas de armazenamento de águas pluviais, para posteriores utilizações em descargas não potáveis (como regas de jardim, autoclismos ou lavagem de automóveis).
Resíduos:
24. No caso de vir a habitar um edifício de vários condóminos, verifique se no prédio existe espaço destinado a contentores adequados à separação de resíduos domésticos.
25. Dentro de sua própria casa opte sempre por um depósito de resíduos domésticos com pelo menos três divisões para estimular a separação destes resíduos.
Para terminar, se tiver oportunidade de reabilitar em vez de construir de novo, e se essa opção for economicamente viável, está desde logo a ter uma atitude mais sustentável. Reabilitar um edifício existente possibilita a diminuição dos impactes resultantes da energia associada à produção de um novo e da extracção das respectivas matérias-primas, para além de contrariar a tendência do crescimento urbano excessivo e a ocupação e impermeabilização de novas áreas de solo importantes para a conservação dos valores e equilíbrios naturais e para as várias actividades humanas! |
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