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Colégio Pedro Arrupe
Arquitectos: GJP Arquitectos
O Colégio Pedro Arrupe tem prevista a sua abertura para o ano lectivo de 2010-2011.
A ideia para este projecto nasce no pressuposto de uma vertente educacional com ligação ao mar e à sustentabilidade.
Na concretização desta ideia, foram adoptados 2 materiais, o tijolo de vidro e o aglomerado negro de cortiça.
O tijolo de vidro, na caracterização do mar no embasamento. A cortiça surge como revestimento exterior das fachadas nos pisos superiores dos blocos, que parecem pousar sobre o embasamento em tijolo de vidro. A escolha deste aglomerado remonta à preocupação com a sustentabilidade, por ser um material natural, que garante não só uma excelente capacidade de isolamento térmico, como funciona perfeitamente como revestimento exterior, que interage com as condições atmosféricas, clareando ou escurecendo, com o sol ou a chuva. As coberturas vegetais são outra tema a abordar neste projecto, também com a preocupação da sustentabilidade.
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Snow House
Arquitectura Emilio Marin, Nicolas Dorval-Bory, Juan Carlos Lopez
A Snow House é uma casa sustentável para desportos de inverno nas montanhas de Santiago, Chile. Esta casa, pretende responder especificamente a duas questões, nomeadamente, a criação de uma nova tipologia arquitectónica resultante tanto de um funcionamento técnico como das características do local e do programa. Trabalhando com a gama de blocos de betão celular, foi desenvolvida uma estratégia simples de modo a usar da melhor forma as várias propriedades deste material.
O programa é um abrigo de montanha, situado num terreno íngreme. Este tipo de habitat vernacular, funcional e energicamente eficiente, é uma referência indispensável para um projecto como este.
A estrutura de sustentação da casa é feita de blocos de cimento de 15cm de espessura, revestidos com uma barreira de vapor e isolamento de 10cm, com um revestimento de reboco impermeável preto, para maximizar o ganho solar e limitar a acumulação de neve no telhado. A estrutura do telhado é composta por vigas de madeira, melhorando o conforto acústico no interior.
Para aquecer a casa, foram usados dois sistemas passivos combinados:
• bombas de calor geotérmicas: o ar fresco é bombeado do exterior da casa, lado sul, em seguida, é filtrado e flui através de uma tubulação subterrânea, aquecida por energia geotérmica do solo, sempre em torno de 16 ° C. Deste modo, o ar ventilado partilha um circuito comum com o ar viciado do interior da casa. O ar interior (/ - 19 ° C) transmite, em seguida, a sua energia para a entrada de ar fresco (> 0 ° C).
• Trombe Wall: desenvolvido pelo engenheiro francês Felix Trombe, este sistema compreende a utilização da energia solar de duas maneiras complementares. Durante o dia, o ar fresco é aquecido pelo efeito estufa entre uma parede de vidro e uma parede escura. Durante a noite, por mudança de fase, o calor armazenado na parede de alta inércia térmica (blocos de dupla camada de 15 centímetros) é redistribuído através de radiação. O sistema é controlado por válvulas motorizadas para evitar o fluxo inverso de ar durante a noite.
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Moinhos da Tia Antoninha
Os Moinhos da Tia Antoninha", datarão do longínquo ano de 1184.
Desenvolvem-se num conjunto articulado de três moinhos a água orientados de Sudeste para Noroeste, num terreno marginal à Ribeira de Valongo, a 1km da Vila de Leomil, Freguesia do Concelho de Moimenta da Beira, 30 km a Sul de Lamego no Distrito de Viseu, aproveitando a água da ribeira para organizar uma levada, que percorre uma extensão de cerca de 180m, sendo interrompida apenas quando encontra um moinho ou quando se abre formando as "poças" (reservatório para os meses mais secos).
As edificações que constituem este conjunto enquadram-se nas construções tradicionais vernaculares da Beira Alta (moinhos de água), podendo ainda perceber-se o seu sistema construtivo, nomeadamente, a parede portante em pedra granítica, o tipo de cobertura em telha cerâmica, o sistema tradicional usado para moer a farinha, a tipologia e o tipo de implantação dos vários moinhos e elementos envolventes (horta, muros dos socalcos, percursos das levadas e fornos de cozer o pão). O complexo turístico dos Moinhos da Tia Antoninha é completamente autónomo do ponto de vista energético, sendo a produção assegurada por um sistema híbrido solar e hídrico.
A cablagem é subterrânea, e os colectores solares foram acondicionados por forma a preservar a paisagem rural envolvente.
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Estação de campo da Peneda
Peneda Field Station
Arquitectos:
Inês Cabral
A ECP é uma ideia já antiga para colmatar uma necessidade que persistia na área do Parque Nacional do Gerês. Sendo o único Parque Nacional português, esta área protegida tem sido alvo de vários estudos de ecologia. Grupos de alunos e professores de ecologia podem agora usufruir de instalações dignas para fazer o trabalho de campo e ainda para realizar encontros para discutir trabalhos e resultados de estudos nacionais e internacionais em comportamento animal e conservação da natureza. Assim a ECP oferece uma sala de aulas e acomodações para grupo de 12 a 16 participantes num edificio de pedra restaurado com condições de conforto moderno e tecnologia de ponta.
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Edifício SOLAR XXI
“O Edifício Solar XXI concretiza os esforços do Departamento de Energias Renováveis do INETI, de projectar e construir de raiz um edifício que possa constituir um “ex-libris” da eficiência energética em edifícios e da utilização das energias renováveis.
Este projecto resulta pois do esforço conjunto dos investigadores, técnicos e Conselhos Directivos do INETI, que continuadamente apresentaram propostas e projectos para financiamento a várias entidades nacionais e internacionais. Em boa hora o Projecto foi apoiado pelo PRIME, sem o qual teria sido impossível a sua concretização, pelo que ficam aqui os nossos agradecimentos.
Deste Projecto de Investigação e deste Edifício espera-se que possa constituir um exemplo e um caso de estudo dos sistemas e tecnologias nele integrados. O mesmo associa uma estratégia de optimização da envolvente à utilização de sistemas solares, activos e passivos, onde se destaca a integração de sistemas fotovoltaicos nas fachadas com aproveitamento térmico e um sistema de arrefecimento passivo pelo solo. Com a utilização destas estratégias, espera-se que as condições de conforto térmico do edifício sejam asseguradas reduzindo ou anulando quaisquer consumos energéticos para esse efeito.
Espera-se que o Edifício Solar XXI seja um exemplo a seguir na construção de Edifícios em Portugal, conduzindo a uma mudança tecnológica que necessariamente ocorrerá no presente Século.”
Helder Gonçalves - Coordenador do Projecto de Investigação
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Beaufort Court em Kings Langley no Reino Unido
É o exemplo de recuperação e reabilitação sustentável de um edifício, outrora pertencente a um aviário. Foi transformado em escritórios, sede de uma empresa que opera em energias renováveis - Renewable Energy Systems (RES).
Este edifício utiliza tecnicas sustentáveis de modo a obter “Zero emissões” poluentes, através de padrões elevados de eficiência energética e de vários tipos de energias renováveis, para suprir todas as necessidades de climatização e electricidade.
O edifício albergou outrora a Ovaltine Egg Farm em Kings Langley, 1930. A sua utilização era a de um aviário que produzia ovos para o malte da famosa bebida Ovomaltine. Teria já sido a principal da fábrica na aldeia desde 1913, e foi comprada em 1929 pela empresa que criou a Ovaltine Farm de aproximadamente 460 hectares. Aqui eram produzidos ovos, leite e cevada.
Os edifícios foram construídos já com princípios de design bioclimático. A fábrica era em forma de ferradura a fim de tirar o máximo partido de luz solar. O design e a orientação solar do edifício foram pensados para que não fosse necessário climatização artificial e iluminação.
(Link para pág. oficial) Saiba mais:
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Edifícios da Estação de Caminhos de Ferro de Sacavém
Arquitectos:
Aline Delgado
O Projecto Edifício Verde – Projecto demonstrativo de construção sustentável, foi criado e implementado na Quercus pela Arquitecta Aline Delgado que, enquanto voluntária da Associação, conseguiu que fosse cedido à Quercus um edifício para reabilitar que permitisse a demonstração do conceito de CONSTRUÇÂO/REABILITAÇÃO SUSTENTÀVEL.
È com base neste conceito que é desenvolvido todo o projecto.
O edifício a reabilitar foi cedido pela Refer e trata-se da estação ferroviária de Sacavém, composto por 4 edifícios, sendo que um deles se manteve propriedade da Refer. O projecto de Arquitectura para reabilitação sustentável dos restantes 3 edifícios, desenvolve-se com base em tecnicas passivas e activas de minimização do consumo de energia de modo a ser eficiente no que a este consumo diz respeito. Esta proposta de projecto de Arquitectura, é ainda alargada à economia do recurso água e aplicação de materiais de construção sustentáveis
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Casa com sombreadores de lâminas fixas
O programa desta moradia unifamiliar desenvolve-se longitudinalmente em sentido este-oeste, tal como o terreno, que tem uma vista privilegiada sobre um vale orientado a sul, que abarca a zona este de Famalicão.
O acesso principal é feito a partir do lado nascente do terreno, nivelado pela cota superior (norte) do arruamento principal, de forte declive. Foi feito um desaterro no lado superior norte do terreno e um aterro na zona sul, o que permitiu criar: acesso de nível à garagem e um pátio enterrado nas traseiras (norte) e uma plataforma fronteira à Sala de Estar (sul), reservando uma maior intimidade para esta área.
A moradia desenvolve-se em dois pisos, vencendo um piso de desnível no sentido transversal. A zona social e áreas de serviço localizam-se no piso térreo e a zona mais íntima da habitação no piso superior. O piso superior subdivide-se em duas áreas no vestíbulo de pé-direito duplo onde se localiza a escada principal. Estas duas áreas (quartos e escritório/sala) estão ligadas no vestíbulo por uma ponte metálica interior, onde desemboca a escada principal. O escritório é composto duma zona de estudo no piso superior onde se acede pela referida ponte e duma zona de biblioteca localizada na cota inferior, juntamente com a sala onde se acede desde a zona de estudo por uma escada metálica secundária, que serve de elemento separador.
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Casa Ambiental em Santarém
Arquitectos:
Aline Delgado e João Azinheiro
A implantação do edifício foi pensada de acordo com o seu comportamento termico, para minimização de consumo de energia. Os vãos foram dimensionadas em conjunto com a especialidade de termica, para se obter uma casa eficiente no que se refere a consumo de energia para climatização, o que resultou em maiores aberturas a Sul, sem qualquer abertura a Norte. Para além de previstas protecções exteriores em todos os vãos, foi desenhada uma pala de sombreamento a Sul, que premita a entrada dos raios solares na estação de Inverno, para aquecimento, e que os impeça de penetrar o interior, naturalmente, na estação de Verão.
A caixilharia adoptada é em alumínio com ruptura termica e vidro duplo. A solução de parede exterior é uma parede dupla com o isolamento pelo lado exterior da alvenaria, em aglomerado negro de cortiça, por ser um material de origem renovável, nacional e com grande potencialidade de reutilização/reciclagem.
O acabamento exterior é em reboco e pintado sobre uma rede armada de fibra de vidro.
O cliente vai aderir à microgeração, com a aplicação de paineis fotovoltaicos para produção de energia electrica e foram incluidos paineis solares termicos para aquecimento de AQS, de forma a dar cumprimento ao RCCTE.
Existe ainda um projecto de águas e esgotos que contempla a captação de águas pluviais para destinos não potáveis (regas, lavagens de automóveis e descargas de autoclismo).
A etiqueta de eficiencia energética na fase de projecto é classe A.
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Pavilhão de Portugal, Expo 2000 Hannover, Germany
Arquitectos:
Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura
O Pavilhão é um espaço expositivo realizado para a Expo 2000 de Hannover, sendo desmontável, para possibilitar a sua reutilização. Hoje está montado em Coimbra, pretendendo a Câmara desta cidade Utilizá-lo para actividades de exposição, música, etc. O edifício foi feito no meio dessas típicas feiras internacionais, não como a de Lisboa, em que havia um plano e um propósito de transformar a área numa nova zona urbana, mas sim como uma Expo de pavilhões para desmontar, um amontoado de coisas com as mais diferentes expressões, umas interessantes, outras desinteressantes. Não havia, portanto, qualquer relacionamento contextual planeado neste caso. Como tal, é um pavilhão independente e foi de raiz um pavilhão dentro de um parque.
A sua cobertura é ondulada, tem uma forma orgânica e é feita de tela sintética dupla, de modo a permitir a entrada de luz, assim como o isolamento térmico em cortiça, que cria boas condições térmicas e acústicas.
Exteriormente, o Pavilhão é revestido a cortiça. O aglomerado expandido de cortiça oferece boas condições de durabilidade no exterior, constituindo um excelente isolamento térmico e dá uma imagem inusual.
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