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ecoprodutos para a sustentabilidade na CONSTRUÇÃO

De entre os vários sectores de atividade da nossa sociedade, o sector da construção, não apenas na sua fase de operacionalização (utilização do edifício), mas considerando também a sua fase de obra (construção propriamente dita) tem sérias responsabilidades no que respeita ao impacte ambiental negativo que lhe está adjacente.

De entre os vários impactes, salientam-se: a produção de resíduos, o consumo de energia, emissões de CO2 e consumo de recursos naturais. Segundo a Agenda 21 para a Construção Sustentável, só durante a fase de construção são consumidos cerca de 50% dos recursos naturais, produzidos mais de 50% dos resíduos, consumida mais de 40% de energia (nos países industrializados, sendo em Portugal cerca de 20% da energia total do país) e produzidas cerca de 30% das emissões de CO2.

Assim, e sendo o ambiente construído, em particular os edifícios, indispensáveis à vida humana, é necessária uma atuação junto deste sector de molde a que, também ele seja um forte impulsionador do desenvolvimento e crescimento da sociedade, minimizando o seu impacte ambiental negativo, nomeadamente, apostando fortemente na racionalização do consumo de energia.

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Figura 1. Na Europa o segmento da manutenção e reparação assume grande importância enquanto em Portugal ocupa o ultimo lugar da estrutura (fonte: Euroconstruct)

No que respeita aos materiais de construção, a utilização de materiais mais sustentáveis, de origem natural e local, com baixo valor de energia incorporada (energia despendida desde a extração da matéria-prima até à forma final do material apto a ser utilizado), reutilizáveis e/ou recicláveis é também uma necessidade. Por último, contemplar planos adequados de gestão ambiental durante a execução da obra de forma a minimizar desperdícios e consumos desnecessários é outra medida.

Importa ainda salientar o facto de Portugal possuir um parque urbano sobrelotado, evidenciando-se necessária a reabilitação de edifícios existentes como prioridade em relação à nova construção. Esta é já uma forte aposta da União Europeia, sendo Portugal o país onde a taxa de reabilitação é menor.

construcao

Um novo rumo para o setor da construção em Portugal é urgente, pela necessidade de um reordenamento do território com base num planeamento urbano adequado e de tornar a construção mais eficiente do ponto de vista da conservação de energia, indo ao encontro dos compromissos assumidos por Portugal e pela União Europeia no âmbito do Protocolo de Quioto e do desenvolvimento sustentável.

Reabilitar edifícios possibilita a diminuição do impacte da produção de energia, a redução da extração de matérias-primas para a construção e a diminuição da produção de materiais de construção. As atividades a realizar em obra são muito mais circunscritas e os estaleiros mais reduzidos, sendo ainda a necessidade de transportes de materiais consideravelmente menor, diminuindo em consequência o impacte ambiental negativo causado na envolvente.

Assim, a nova construção em detrimento da reabilitação conduz a que se verifique a ocorrência de um crescimento urbano excessivo, conduzindo nomeadamente à extração em meio terrestre, marinho e fluvial de grandes quantidades de inertes, ao mesmo tempo que ocorrem grandes consumos energéticos e emissões excessivas de CO2 e outros poluentes. Isto para além de continuarem a ser ocupadas e impermeabilizadas novas áreas de solo importantes para a conservação dos valores e equilíbrios naturais e para as várias atividades humanas.

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